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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Revisando os objetos de aprendizagem

Que bom, estamos na reta final da produção dos objetos de aprendizagem.
Agora é bom fazermos uma revisão no que foi produzido. Para isso, eu vou fazer umas questões abaixo, que você mesmo pode ser perguntar.

Aspectos básicos (determinantes)
Você planejou e construiu seu objeto. Feito isto, você acredita que quem for usar seu objeto vai compreender: para qual público ele foi construído, quais são seus objetivos, seus conteúdos, através de quais atividades você conseguiu atingir os objetivos, como cada atividade contribui para alcançar os objetivos e quais as formas de avaliação?
    para qual público ele foi construído?
    quais os seus objetivos?
    quais conteúdos você pretendia trabalhar com este objeto?
    como cada atividade contribui para alcançar os objetivos propostos?
    quais as formas de avaliação?
Aspectos pedagógicos
Você acredita que o aluno, ao interagir com o objeto, (re)constrói seu conhecimento através de um movimento de ação-reflexão-ação (propiciado pelas provocações e informações trazidas pelo objeto)?
Revisando o objeto na visão do aluno, você acha que os conceitos foram apresentados de forma a não induzir uma compreensão equivocada?
Seu objeto traz problematizações e informações suficientes para provocar uma reconstrução de conhecimentos, bem como a ampliação da capacidade científica, cultural e estética?
O aluno é incentivado a refletir, buscar outras informações, construir e avaliar sua produção?
O aluno é incentivado a trocar informações e colaborar com outras pessoas?
É possibilitado refletir sobre o erro?
Existem diferentes caminhos para a apropriação do objeto que você criou e para os problemas que você sugeriu?
O objeto que você criou possibilita a construção de um pensamento complexo sobre o tema proposto? Favorece a inter(trans)disciplinaridade? Apresenta atividades variadas que contemplem diferentes aspectos do tema?
Existe uma integração e compromisso ético entre conhecimento e realidade social para solução de problemas?

Aspectos técnicos
Seu objeto apresenta as atividades de forma que o aluno compreenda facilmente o que é proposto? São fornecidas informações suficientes?
Os recursos multimídia contribúem para a execução da atividade e para a compreensão dos conceitos abordados? Ou são meras ilustrações?
Os recursos estão bem organizados em cada tela? Os contrastes de cores facilitam a leitura e compreensão das imagens?
As mensagens são claras? não existem erros de ortografia?
Não existe ambiguidade de informações? (se hora é fornecida uma informação e depois outra que a contradiz)

* Este roteiro foi adaptado do Guia de Usabilidade e Critérios de Avaliação de Software




segunda-feira, 29 de setembro de 2008

dicas para elaboração do roteiro para o objeto de aprendizagem

Agora que já vimos e analisamos alguns objetos de aprendizagem, através do aporte teórico de algumas leituras, nos resta tentar fazer um objeto interessante, levando em consideração tudo o que achamos interessante (e principalmente o que não gostamos) do que vimos até então.

O primeiro passo é planejarmos o objeto. Mas o que é um objeto de aprendizagem? Vejamos a definição de Wiley (2002, p.7), que apresenta objetos digitais de aprendizagem como "qualquer recurso digital que pode ser reusado para dar aporte à aprendizagem". Este é um conceito bastante amplo, que inclui também textos, apresentações, vídeos...
Mas estamos falando de um tipo específico de objeto. Para facilitar a busca destes objetos, temos os repositórios, quase uma "biblioteca" de objetos. Cada repositório tem um perfil próprio e, para tanto, adota um tipo de padronização, ou padrão. Um exemplo disso é o SCORM, adotado por alguns repositórios, como o do Rived, já explorado em outra oportunidade.
Por conta da amigabilidade do ambiente e da facilidade para criar novos objetos, faremos objetos seguindo a linha do JClic, que possui uma lógica de produção relativamente simples, porém, com algumas limitações. Lembrem o tempo todo que este é um exercício de criação para repensarmos o que efetivamente "utilizamos", o que podemos utilizar, para que e a forma como fazemos uso dos recursos na educação.

Quero que vocês extrapolem o óbvio. Não é por que vocês encontram vários exemplos pouco criativos que vocês precisam fazer o mesmo. Levem em consideração tudo o que já discutimos, sobre a função do professor como um provocador, a interligação entre diferentes aspectos de um determinado assunto (ou suas diferentes facetas e as formas como se relacionam), os aspectos da nossa contemporaneidade que permeiam (e talvez até modelem) nosso dia-a-dia...

Não percam tempo tentando reafirmar o senso comum (exceto que hajam equívocos neste senso comum, caso em que precisam ser explorados). Claro que todos nós construímos novos conhecimentos a partir do que sabemos, ou seja, o senso comum pode ser um ponto de partida. Mas ele ajuda a desenvolver aspectos de que? Eu posso aprofundar e questionar quais elementos a partir dele? Este senso comum apresenta algum equívoco?

Antes de mais nada, delimitem muito bem o assunto (conteúdo), aspectos do assunto (temas), o público para quem foi pensado, bem como seus objetivos. Deve ser muito claro, durante todo o processo de criação, onde queremos chegar.

Esquadrinhem cada detalhe, montem um passo-a-passo de tudo o que será feito e o que é necessário para cada quadro: o roteiro. Planejem as ações, quais imagens/sons... que serão utilizados, quais textos darão aporte, outras coisas serão disponibilizadas?

Detenham atenção nos aspectos conceituais: não vale a pena construir objetos com equívocos (como nós mesmos vimos vários);

E lembrem: este é um processo criativo. Não é nada mecânico ou pré-definido. É exatamente por isso que eu quero que o planejamento seja construído com cuidado: ele é nosso porto seguro mesmo nas horas de aflição ou dúvidas (aquela hora que você se pergunta "o que é mesmo que eu estou fazendo aqui?"). E, enquanto processo, o roteiro e o planejamento não são camisas de força, ou seja, é muito provável que eles sejam repensados e reconstruídos durante o processo.

Dessa forma, é importante disponibilizar o roteiro da forma como ele foi concebido. Provavelmente ele vai ser transformado ao longo do processo, mas eu quero perceber este percuso percorrido por cada um.


WILLEY, David A. (2002) Connecting learning objects to instructional design theory: Adefinition, a metaphor, and a taxionomy. Disponível em: . Acesso em (29/09/2008).